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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Onde encontrar inspiração?

"A minha musa inspiradora é o meu prazo de entrega." -- Luis Fernando Verissimo


Todo mundo sabe que inspiração é só uma parte do processo de escrita. Tem aquele lance da transpiração que estamos cansados de ouvir.

Quem escreve sempre está sujeito a encontrar uma pedra no meio do caminho, o famoso bloqueio criativo. Para contornar este problema, além de conhecer técnicas de escrita é bom ter material que inspire a escrita.

E a musa, esta sem vergonha, pode estar escondida atrás de qualquer moita. O redator que a encontrar... hum...

Enfim, vou listar aqui os lugares onde costumo buscar inspiração e como as uso, espero que te ajude:

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1. Artes: Ideias surgem com frequência quando ouço música, leio um livro, assisto algum filme ou vejo uma ilustração.

Sem qualquer intenção, gosto de escrever sobre eles, sobre o assunto que tratam, sobre o sentimento que transmitem. Imaginar um título para aquele quadro, que produto ele venderia, et cetera.

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2. Pessoas: Método clássico. As pessoas têm histórias interessantes e você tem duas opções de aproveitá-las: através do conhecimento ou da imaginação.

Eu sou um curioso e adoro ouvir conversas e conversar, para conhecer melhor meus parentes, amigos, colegas e mesmo desconhecidos.

É um exercício interessante inventar situações e diálogos inusitados: nossa mãe numa feira de anime, aquele chato do trabalho na torre da Rapunzel (sem a Rapunzel fica mais divertido), Oscar Wilde conversando com a Dillah, entre outras possibilidades.

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3. Blogs: Pois é, quem é blogueiro tem que defender a categoria, né? Gosto de pesquisar blogs que tratem do assunto sobre o qual preciso escrever, mais do que aqueles sites específicos cheios de informações e formalidades. A linguagem informal dos blogs facilita muito mais o surgimento de um insight.

Entre os blogs que visito frequentemente estão: Kibe Loco, Jovem Nerd, Brainstorm#9, Puta Sacada e o Dr. Pepper.

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"Acredito, sim, em inspiração, não como uma coisa que vem de fora, que "baixa" no escritor, mas simplesmente como o resultado de uma peculiar introspecção que permite ao escritor acessar histórias que já se encontram em embrião no seu próprio inconsciente e que costumam aparecer sob outras formas — o sonho, por exemplo. Mas só inspiração não é suficiente." -- Moacyr Scliar

Estes são os principais lugares onde busco inspiração (ou pelo menos entretenimento/material de referência), mas é claro que existem outros, os quais vou deixar convenientemente para uma próxima.

;-)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eu escrevo porque...

Alguns famosos, outros nem tanto. Veja o que motiva algumas pessoas a continuar escrevendo:

"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir." Clarice Lispector, em A paixão segundo G.H.;

“Escrevo porque tenho alguma habilidade para isso, porque um dia escrevi um texto qualquer, tive prazer em fazê-lo e o resultado foi bom.” Carlos Alberto Silva, em Entrevista para o Ofício Editorial;

"Escrevo para tornar visível o mistério das coisas." Vergílio Ferreira, em Pensar;

"Escrevo para que tudo o que escrevo saia de mim. Escrevo porque algo me incomoda, me invade, me faz ficar fedida, suja, impura." Bruna Célia, na crônica Preciso desesperadamente de um rumo;


"Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê?" Paulo Leminski, no poema Razão de Ser;

"Eu escrevo porque leio. Escrever sempre me pareceu uma conseqüência da leitura." Carlos Machado, ao jornal Gazeta do Povo;

“Obviously, I write because something in my psyche went horribly wrong. " Hart Hanson, em Why We Write;

"Escrevo porque não consigo mentir olhando nos olhos das pessoas." Rodrigo Vezzá, na crônica Olhos Azuis Piscantes;

terça-feira, 31 de agosto de 2010

#BlogDay - Lista de blogs interessantes

"BlogDay foi criado na convicção de que os bloggers deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de outros países ou áreas de interesse. Nesse dia os bloggers recomendarão novos blogs aos seus visitantes." -- http://www.blogday.org


01 - zen habits
Zen Habits é um blog sobre ser simples, ter foco, fazer a diferença. Os posts são curtos e referentes a como superar o caos de nosso dia a dia. Não é um blog sobre religião, mas sim sobre atitudes.





02 - seth's blog
Seth Godin é um dos planners que mais admiro. Seu blog fala sobre o mercado, as tendências, criatividade, entre outros. Vale a pena ficar de olho.








03 - porra, mauricio
Porra, Maurício é um perfil no Tumblr que posta tirinhas fora do contexto (e fora do contexto, ninguém é normal). O conteúdo fica então um tanto quanto ambíguo. Pra quem aprendeu a ler vendo os gibis da Turma da Mônica, esta leitura pode ser epifânica.


04 - insistimento
Insistimento é sobre empreendedorismo e filosofia. O insistidor é Marcos Rezende, fundador da agência Noxion, que busca ali ajudar as pessoas/profissionais a se conhecerem melhor para que estas contribuam com seus talentos para um novo mundo.



05 - puta sacada


Enfim, um blog mais específico para criação publicitária. Puta Sacada reúne anúncios, entrevistas e notícias do universo da propaganda, focando principalmente a área de redação. Imperdível!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

David Ogilvy na redação publicitária: 12 passos



01 - Jamais escrevi um anúncio no escritório. Demasiadas interrupções. Costumo fazer todo o meu trabalho de redação em casa.

02 - Passo muito tempo estudando os antecedentes. Examino todos os anúncios publicados para produtos concorrentes durante os últimos vinte anos.

03 - Sinto-me desamparado sem material de pesquisa - e quanto mais pesquisa "motivacional", melhor.

04 - Escrevo uma definição do problema e uma exposição do objetivo que desejo que a campanha alcance. Não dou mais nenhum passo enquanto esta exposição e seus princípios não forem aprovados pelo cliente.

05 - Antes de redigir o texto propriamente dito, anoto todos os fatos concebíveis e ideias que vendam. Em seguida, organizo essas anotações e relaciono-as com a pesquisa e a estratégia da campanha.

06 - Então redijo o título. Na verdade, tento escrever vinte títulos alternativos para cada anúncio. E jamais seleciono o título final sem pedir a opinião de outras pessoas na agência. Em alguns casos, busco a ajuda do departamento de pesquisa e peço a eles que façam uma seleção dentre uma bateria de títulos pelo método split-run*.

07 - Nessa altura, não posso mais adiar a redação do texto. Então, vou para casa e sento-me a minha mesa. Percebo que estou totalmente vazio de ideias. Fico de mau-humor. Se minha mulher entra na sala, eu rosno pra ela (isso piorou desde que deixei de fumar).

08 - Apavora-me a ideia de gerar um mau anúncio. O que me leva a jogar fora as 20 primeiras tentativas.

09 - Se tudo falhar, tomo meia garrafa de rum e ponho um oratório de Haendel no toca-discos. Geralmente, isso produz uma torrente incontrolável de texto.

10 - Na manhã seguinte, levanto-me cedo e edito a torrente.

11 - Então, tomo um trem para Nova Iorque e minha secretária datilografa um rascunho (não sei datilografar, o que é muito inconveniente).

12 - Sou um redator medíocre, mas sou um bom editor. Assim, passo ao trabalho de edição de meu próprio rascunho. Após quatro ou cinco edições, o texto me parece suficientemente bom para ser mostrado ao cliente. Se o cliente muda o texto, fico zangado - porque enfrentei muitos problemas para redigi-lo, e o que eu escrevi, eu escrevi com um propósito.


* técnica de pesquisa em que, num mesmo dia, num determinado jornal ou revista publica o mesmo anúncio com títulos diferentes, cada título em uma parte de sua tiragem normal.

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in Ogilvy Inédito, organizado por Joel Raphaelson - Editora Best Seller.
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